Adolescente de 17 anos é apreendido suspeito de matar ex-namorada, colega e cliente em ataque a tiros dentro do estabelecimento.
Uma tragédia registrada na noite de quarta-feira (4) deixou três mulheres mortas dentro de uma padaria e mobilizou familiares, amigos e a comunidade após o crime. O principal suspeito é um adolescente de 17 anos, que foi apreendido pela Polícia Militar horas depois dos disparos e deverá responder por ato infracional análogo a homicídio qualificado.
De acordo com as investigações, o ataque ocorreu no bairro Lagoa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, quando o suspeito, que estava com touca e capacete, entrou no estabelecimento e iniciou os disparos. A primeira vítima foi Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, que trabalhava no caixa da padaria e era ex-namorada do atirador. Ela foi baleada na cabeça e no braço.
Na sequência, uma cliente de 56 anos, Ione Ferreira Costa, foi atingida por dois tiros nas costas enquanto estava no local. Ainda durante o ataque, uma outra adolescente, Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos, também funcionária da padaria e filha do dono do estabelecimento, foi ferida em várias partes do corpo — incluindo cabeça, braço e perna — e levada em estado grave ao hospital, onde não resistiu aos ferimentos.
Testemunhas contaram à polícia que o crime pode ter sido motivado por ciúmes, já que o suspeito era ex-namorado de Nathielly. Relatos ainda indicam que, após efetuar os disparos, o adolescente teria dirigido-se a outra funcionária presente no local que implorou para não ser morta; ele teria respondido com um gesto de deboche antes de fugir em uma motocicleta.
Os corpos das vítimas foram liberados pelo Instituto Médico-Legal e velados em diferentes pontos da região metropolitana. O velório de Nathielly ocorreu no Cemitério Porto Seguro, enquanto Ione foi velada no Cemitério da Saudade. A despedida de Emanuely aconteceu na Igreja Pentecostal Restaurando Almas, com sepultamento no Cemitério da Paz.
O suspeito foi localizado pelas forças de segurança e atendido pelo Ministério Público, que analisará a necessidade de internação em um centro socioeducativo. A mãe do adolescente chegou a negar envolvimento do filho, mas a polícia informou que ele foi conduzido à delegacia após a apreensão, acompanhado por familiares.
O episódio provocou revolta e comoção, sobretudo pela frieza atribuída ao autor dos disparos e pela perda de jovens e uma mulher adulta em um ataque inesperado em um local de convivência cotidiana, gerando pedidos de justiça nas cerimônias de despedida e redes sociais.




