Imagens adulteradas mostram comida crua ou contaminada e são usadas para solicitar reembolso indevido.
Aplicativos de entrega de comida têm registrado um aumento no número de fraudes cometidas por clientes que utilizam inteligência artificial para manipular imagens de pedidos e, assim, obter reembolsos indevidos. As montagens fazem refeições parecerem cruas, estragadas ou até infestadas por insetos, com o objetivo de convencer as plataformas de que houve falha no serviço.
Entre os exemplos mais comuns estão fotos de hambúrgueres supostamente malpassados, carnes cruas, bolos “derretidos” e até moscas artificialmente inseridas sobre pratos de macarrão. As imagens, criadas ou alteradas com ferramentas de IA e softwares de edição, têm aparência realista e dificultam a identificação imediata da fraude.

Nas redes sociais, usuários chegam a admitir a prática. Em uma publicação no X, um internauta afirmou ter editado fotos para conseguir o dinheiro de volta no DoorDash, exibindo um hambúrguer adulterado digitalmente. Já no Threads, outro usuário relatou ter usado o Photoshop para fazer uma coxa de frango parecer crua, o que resultou em um reembolso de US$ 26,60, cerca de R$ 140.
As postagens geraram reação negativa entre outros internautas, que criticaram a prática e apontaram o comportamento como crime. Comentários pediram punições e alertaram para o prejuízo causado às empresas e aos restaurantes parceiros, que acabam arcando com os custos das fraudes.
Especialistas destacam que, apesar de muitos aplicativos realizarem reembolsos automáticos sem investigação aprofundada, a prática é ilegal e pode gerar sanções civis e criminais aos envolvidos. As empresas, por sua vez, avaliam reforçar sistemas de verificação para conter o uso indevido da tecnologia. Com informações do portal Metrópoles.



