A carne ficou mais cara em Rio Branco neste mês? Qual corte teve o maior aumento? E será que vale mais a pena comprar no supermercado ou no açougue? Doze dos 15 produtos monitorados pelo PET Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac) registraram alta em outubro, segundo levantamento realizado entre os dias 8 e 15 em estabelecimentos comerciais da capital acreana. A pesquisa foi conduzida por estudantes bolsistas do programa, vinculado ao curso de Economia e financiado pelo Ministério da Educação (MEC).
Entre os produtos analisados, o acém apresentou a maior alta do mês, de 3,79%, seguido pela agulha, que ficou 3,21% mais cara. Outro corte com osso também registrou aumento superior a 3% no preço médio. Os dados mostram que a elevação atingiu a maioria dos itens acompanhados pelo projeto, o que pode pesar no orçamento de quem vai às compras.
E onde a carne custa menos? A pesquisa identificou diferenças importantes entre supermercados e açougues, principalmente nos cortes mais valorizados. A picanha custa, em média, quase R$ 75 o quilo nos supermercados, enquanto nos açougues sai por R$ 68. No caso do filé mignon, a diferença é ainda maior: o preço médio chega a R$ 85 por quilo nos supermercados, contra R$ 70 nos açougues.
Mas será que todos os produtos ficaram mais caros? Não. Entre as quedas registradas nos açougues, a cartela com 30 ovos ficou cerca de 10% mais barata, enquanto o fígado teve redução de 1,9% e o músculo apresentou recuo de 2,18% em relação ao mês anterior. Os consumidores podem consultar os preços dos produtos e suas variações mensais no mapa interativo disponibilizado pelo PET Economia, acessível pelo link na biografia do perfil do projeto.



