“Vai haver, sim, uma majoração nos nossos preços”, alerta presidente da Fieac sobre pedágio na BR-364

Sistema Free Flow em Rondônia deve encarecer fretes e impactar diretamente o custo de vida no Acre.

A implantação do sistema de pedágio eletrônico Free Flow na BR-364, em Rondônia, deve gerar impactos diretos na economia do Acre, especialmente no preço dos produtos que chegam ao estado por meio do transporte rodoviário. A rodovia é o principal corredor logístico para o abastecimento acreano, e qualquer aumento no custo do frete tende a ser repassado ao consumidor final.

O novo modelo de cobrança prevê a instalação de sete pórticos entre os municípios de Candeias do Jamari e Pimenta Bueno, com tarifas que variam conforme o trecho percorrido. Em alguns pontos, os valores ultrapassam R$ 30 para veículos leves, o que, ao longo do trajeto, representa um custo elevado para quem utiliza a rodovia com frequência, principalmente no transporte de cargas.

Apesar de a concessionária Nova 364 destacar benefícios como redução de filas, economia de combustível e menor emissão de poluentes, o setor produtivo do Acre avalia a medida com preocupação. O estado depende quase integralmente da BR-364 tanto para o escoamento da produção quanto para a entrada de mercadorias, o que o torna mais vulnerável a qualquer elevação nos custos logísticos.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) e deputado federal, José Adriano, afirmou que a expectativa é de aumento significativo nos preços dos produtos comercializados no estado. Segundo ele, o impacto do pedágio será inevitavelmente repassado ao consumidor, agravando um cenário já marcado por dificuldades históricas de logística.

Adriano destacou que os cálculos realizados pela Fieac indicam um custo aproximado de R$ 0,19 por eixo, o que levaria um veículo de passeio a pagar cerca de R$ 130 no trajeto. No caso do transporte pesado, o impacto é ainda maior, especialmente para caminhões bi-trem, amplamente utilizados no abastecimento do Acre com alimentos, combustíveis e materiais de construção.

De acordo com a federação, um caminhão bi-trem deve pagar cerca de R$ 500 por viagem, totalizando aproximadamente R$ 1.000 considerando ida e volta. Além disso, o valor por quilômetro rodado deve subir de R$ 0,19 para R$ 0,21 a partir de 12 de janeiro, quando a cobrança entra em vigor, o que representa um aumento de cerca de 10% e tende a pressionar ainda mais o preço final das mercadorias no estado.

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