Luz vermelha

Vereador João Marcos Luz lamenta interferência da prefeitura da capital contra CPI da Emurb

O vereador João Marcos Luz (MDB) usou a tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira, 16, para expor a indignação com a prefeitura de Rio Branco e a Casa Legislativa do Município por realizarem manobras para impedir a instauração da Comissão Especial de Inquérito (CEI), que investigaria supostas ilegalidades nos contratos firmados pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb).

“Subo aqui hoje para lamentar. Lamentar a interferência da Prefeitura na CPI da Emurb. Lamentar, também, a morosidade da Mesa Diretora em instalar a comissão. Foram quase 60 dias velando documentos que deveriam estar sendo estudados por uma Comissão Especial de Inquérito. Não vou silenciar”, afirmou.

Luz ressaltou no discurso que há denúncias e indícios de provas contra a gestão atual da Emurb e que Câmara tem a obrigação de investigar. Oportunamente, o vereador emedebista leu uma frase marcante do Juiz Sérgio Moro, responsável por iniciar a Operação Lava Jato e atualmente Ministro da Justiça do Presidente do Brasil Jair Bolsonaro.

João Marcus afirmou que resistirá às manobras/Ascom

“É imprevisível [calcular até onde vai a Lava Jato]. Ela começou com investigação de algumas pessoas envolvidas em lavagem de dinheiro em um posto de gasolina. Quando chegou na Petrobrás, o que se tinha era um fiapo, foi puxando aquele novelo e, de repente, tem um monstro”, disse o juiz no artigo publicado na Exame em 2015.

A declaração foi reforçada por Luz no Plenário da Câmara ao analisar a falta de compromisso da Prefeitura e da Câmara na busca da verdade sobre a suposta corrupção na Emurb.

“Aliviados estão os que não serão investigados. Mas o povo saberá, com sua sabedoria, investigar quem tem medo de encontrar a verdade. Sim, encontrar a verdade. Porque uma CPI começa com um fiapo, mas pode terminar achando um monstro. O monstro da corrupção. Os que não querem investigar, certamente, tem medo de achar o que não queriam”, frisou.

João Marcos Luz encerrou o discurso afirmando que seguirá lutando pela abertura da CPI.

“Sem a investigação que propomos, a gestão da Emurb continuará obscura e a qualidade nos serviços por mim questionável. Não tenho medo de investigação e por isso vou continuar meu trabalho porque o povo não é refém da Câmara de Vereadores, aliás, o povo não é refém de nenhuma instituição”, concluiu.