Coluna Lamparina

Vice-governador tucano já admite que combater a violência é bem mais difícil do que fazer bravata em período eleitoral

Testemunha ocular

Apesar deste Lamparina ser apegado por demais a uma chama, pelo menos desta vez eu garanto que o hoje deputado estadual progressista José Bestene não teve nada a ver com o incêndio ocorrido na terça-feira (30) no Instituto Federal do Acre (Ifac) de Cruzeiro do Sul.

Apenas coincidência

Ocorre que, nesta mesma data, 30 de abril – mas ano de 1992 – portanto 27 anos atrás, o prédio da Assembleia Legislativa do Acre também foi tomado pelo fogo. Coincidentemente, Bestene, naquele ano, figurava como então presidente do Parlamento Acreano, e foi acusado por parte da imprensa – e claro, também pelas más línguas –, de ter sido responsável pelo sinistro. Tenho por prova – e ele por álibi – que Bestene não teve nada com isso (me refiro ao episódio no Vale do Juruá), já que estive com o deputado, aqui em Rio Branco, no momento em que o Instituto pegava fogo.

Reviravolta  

Para quem imagina que estão parados os processos de cassação dos mandatos da deputada estadual Dra. Juliana e o do deputado federal Manoel Marcus, ambos do PRB, e ambos acusados de malversação dos recursos do Fundo Partidário e compra de votos na eleição passada, muito breve terá uma surpresa.

Reviravolta II

Fonte segura da coluna revelou que ainda neste mês os processos, já transitando em todas as instâncias da Justiça Eleitoral, serão decididos.

Tem boca

Em caso de condenação e cassação dos mandatos – o que significa também a perda dos votos –, no lugar de Manoel Marcus quem deve assumir é o ex-prefeito de Acrelândia Tião Bocalom (PSL). Na vaga da Dra. Juliana entra o juiz Pedro Longo (PV). Para quem duvida de nossa fonte, aguarde os próximos episódios.

Não quero

Por falar em Bocalom, outra fonte me confidenciou que ele foi convidado pelo governador Gladson Cameli para ajudar na pasta da Agricultura.

Não quero II

Ao recusar a oferta de Cameli, Bocalom disse que não estaria disposto a ser usado como escada de ninguem e em se aceitasse a proposta, a Agricultura teria que vir de porteira fechada e com a garantia de não ter nenhuma interferência do executivo.

Mágoa  

A birra e o recado de Bocalom ao governador Gladson Cameli teve endereço certo, já que ele e o vice-governador Major Rocha (PSDB) não se bicam desde os tempos em que Bocalom também era tucano. Magoado, Bocalom disse que a única coisa que não perdoa é traição.

Ah, é?

Somente após quatro meses de mandato é que o vice-governador do Acre, Major Rocha, admitiu, por meio de sua assessoria de imprensa, que administrar o estado é mais complicado do que fazer promessa em período eleitoral.

Pedra-sabão

Agora abrigado sob um enorme telhado de vidro, Rocha consegue enxergar que a situação econômica e administrativa do Acre é mais complicada do que pôde prever. Enquanto a sociedade padece com a onda crescente de violência, problema que ele prometeu resolver em 10 dias, o tucano, sentado na cadeira de governador devido à ausência do titular, se inclina a mostrar do que é feito. Afinal, pedra-sabão também é rocha.

A coluna é curta e o pavio mais ainda. Já o querosene tá na tampa. Fui!