Cotação do milho sobe em fevereiro, mas aumento da oferta pode derrubar preços adiante

O mercado de milho no Brasil deve manter preços firmes nas próximas semanas, porém, a Scot Consultoria aponta possibilidade de recuo das cotações a partir do avanço da colheita da primeira safra, concentrada no Sul do País, e de maior clareza sobre a área semeada da segunda safra do grão.

Segundo levantamento da consultoria, a saca de milho em Campinas (SP) fechou a quinta-feira, 05, cotada a R$ 69,98. O valor representa alta de 5,4% em relação ao início de fevereiro, mas ainda está 20,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Na avaliação de Rafaela Fachina, analista de mercado da Scot, o mercado deve permanecer relativamente sustentado no curto prazo, sobretudo por fatores sazonais: o período de entressafra, período em que, sazonalmente, a cotação tende a trabalhar entre estabilidade e viés de alta, e o ritmo ainda limitado da colheita da primeira safra que reduz a pressão de oferta no mercado. 

“Com a colheita do milho de primeira safra ainda pouco avançada, apenas 24,9% até o dia 28 de fevereiro, não deve haver pressão de oferta suficiente para provocar quedas significativas nos preços nas praças mais afastadas do centro de produção da primeira safra, como o Sul do País”, explica.

Para a analista, mudanças mais consistentes nas cotações do grão podem ocorrer somente nas próximas semanas, quando o mercado tiver mais informações sobre a produção nacional. “Com o pico da colheita da primeira safra, que ocorre mais ao fim de março, e com uma maior clareza de como será a produção da segunda safra, se haverá ajustes positivos ou negativos, há potencial de que os preços comecem a recuar a partir de meados de abril e maio”, projeta.

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