PT envia relatório alternativo da CPMI do INSS para PF e STF

O PT enviará um novo relatório à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as fraudes do INSS.

O movimento acontece após o texto final da CPMI do INSS, com mais de quatro mil páginas e 216 pedidos de indiciamentos, ser rejeitado na madrugada de sábado, data que marcava o prazo final da comissão. O documento foi apresentado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).

Em entrevista a jornalistas, o congressista comunicou que o relatório propôs o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como “chefe do esquema” de descontos indevidos. O parlamentar afirmou que o dossiê representa o “pensamento majoritário” de 2/3 do colegiado.

O relatório da base governista foi apresentado na sexta-feira, mas não chegou a ser votado. Mesmo assim, ele será encaminhado às autoridades. O texto é menor que o apresentado pela CPMI, com cerca de 1800 páginas.

documento pede o indiciamento de mais de 130 pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.

A estratégia da base governista era que o seu relatório fosse votado após a rejeição do original, por ter maioria na CPMI, mas o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu por encerrar a sessão sem esse documento ser apresentado.

CPMI do INSS

A CPMI que apurou fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. O documento formulado pelo relator, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), propôs o indiciamento de 216 pessoas, dentre elas o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”Foram 19 votos contra 12.

Parar barrar o relatório de Gaspar, o governo mobilizou aliados. O senador Jaques Wagner (PT-BA) pegou um avião às 11h de Salvador para Brasília para participar da votação. O ministro da Agricultura Carlos Fávaro foi exonerado para assumir sua cadeira no senado e participar da votação. Sua suplente, Margareth Buzetti, faz parte da oposição a Lula.

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