O ex-governador do Acre Gladson Cameli (Progressistas) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 5.997.277,46 ao registrar sua candidatura ao Senado nas eleições de 2026. As informações estão disponíveis no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e foram disponibilizadas nesta quarta-feira (12).
No sistema eleitoral, a candidatura de Cameli aparece como “aguardando julgamento”. O ex-governador disputa uma das duas vagas ao Senado pelo Acre pela coligação “Avança Acre”, formada por PDT, MDB, PL, Democrata e pela Federação União Progressista, composta por União Brasil e Progressistas.
Entre os bens de maior valor está uma aeronave Beech Aircraft BE58, fabricada em 1991, declarada por R$ 1,5 milhão. A relação apresentada à Justiça Eleitoral também inclui veículos de alto valor, como um BMW X6 avaliado em R$ 920 mil e um Land Rover Discovery, ano 2019/2020, declarado por R$ 449 mil.
O patrimônio declarado ainda reúne uma motocicleta Honda CBR 650R, ano 2024/2024, avaliada em R$ 48 mil, e um Volkswagen Fusca, ano 1977, no valor de R$ 15 mil. Entre os imóveis, Cameli informou um terreno resultante do remembramento dos lotes 20, 21 e 22, avaliado em R$ 600 mil.
Também consta na declaração uma construção residencial no mesmo conjunto de lotes, avaliada em R$ 612.233,26. De acordo com as informações apresentadas ao TSE, a construção foi financiada pela Caixa Econômica Federal.
Outro dos principais valores registrados pelo candidato corresponde a R$ 1.151.500 em lucros a receber distribuídos em 2022 pela empresa Marmud Cameli. A declaração inclui ainda aplicações financeiras, CDBs, contas bancárias, cotas de consórcios imobiliários e de veículos, títulos de capitalização e participação em cooperativa de crédito.
Aos 48 anos, Gladson Cameli é engenheiro e natural de Cruzeiro do Sul. No registro apresentado à Justiça Eleitoral, declarou-se pardo, divorciado e com ensino superior completo. A candidatura é para uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa no Acre nas eleições deste ano.
Para a disputa ao Senado, o sistema eleitoral estabelece limite legal de gastos de R$ 3.176.572,53 no primeiro turno. A declaração de bens faz parte dos documentos apresentados pelos candidatos no processo de registro e permite ao eleitor consultar o patrimônio informado à Justiça Eleitoral.


