Com R$ 132 milhões, programa mira regularização fundiária e produção no Acre

Iniciativa prevê atender mais de 7 mil famílias e avançar na regularização de terras na Amazônia Legal.

O Acre passa a ocupar posição estratégica na nova etapa do Programa União com Municípios, iniciativa do Governo Federal voltada à produção rural com preservação ambiental. Nesta segunda-feira, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural formalizou contratos com 14 entidades para dar início às ações que devem alcançar mais de sete mil famílias na Amazônia Legal.

Com investimento inicial de cerca de R$ 132 milhões, o programa concentra esforços em áreas consideradas críticas para o controle do desmatamento. No Acre, o foco recai sobre pequenos produtores em assentamentos do Incra e ocupantes de glebas públicas federais, com prioridade para garantir segurança jurídica da posse da terra e acesso à assistência técnica.

Ainda em abril, as equipes começam o trabalho de campo. A atuação inclui identificação e visita técnica a agricultores familiares, início da regularização fundiária e ambiental por meio do CAR, além da implantação de práticas agroecológicas e sistemas agroflorestais, com suporte direto da assistência técnica.

Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra, o programa busca aumentar a renda no campo sem ampliar o desmatamento. A meta inicial é regularizar 2,3 milhões de hectares em seis estados, incluindo o Acre.

O projeto aposta em soluções adaptadas à realidade local e aos conflitos pelo uso do solo, com a proposta de estruturar um modelo de desenvolvimento que mantenha a floresta em pé e fortaleça a produção rural. A estratégia combina regularização fundiária com orientação técnica contínua aos produtores.

Ao longo dos próximos anos, o programa deve alcançar investimentos de até R$ 815 milhões. No Acre, a expectativa é de avanço na organização territorial e na inclusão produtiva de assentados e comunidades tradicionais, com recursos vindos de parcerias como o Fundo Amazônia, via BNDES, e o Fundo Verde para o Clima.

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