Dados da Serasa de abril de 2026 revelam que 47,84% da população adulta do Acre possui dívidas em atraso
Quase metade da população adulta do Acre vive com dívidas em atraso. É o que mostra o relatório “Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas”, divulgado pela Serasa com dados de abril de 2026. O levantamento aponta que 47,84% dos adultos acreanos possuem algum débito pendente, percentual próximo ao índice nacional, que chegou a 50,81%, com 83,3 milhões de consumidores negativados em todo o Brasil.
O Acre aparece abaixo de outros estados da Região Norte, como Amapá (65,62%), Amazonas (60,5%), Rondônia (53,42%), Roraima (51,52%) e Pará (49,22%). Ainda assim, o cenário revela que praticamente um em cada dois adultos no estado enfrenta dificuldades para manter as contas em dia, o que indica um quadro de endividamento relevante, mesmo que comparativamente menor ao dos vizinhos amazônicos.
As dívidas com bancos e cartões de crédito lideram o ranking das causas de inadimplência no país, respondendo por 27,4% dos débitos registrados. Na sequência, aparecem as contas básicas, como água, luz e gás, com participação de 20,9% do total. O perfil reflete um endividamento concentrado em obrigações cotidianas e serviços financeiros de amplo acesso.
O relatório também destaca o perfil etário dos inadimplentes. A maior parcela está entre pessoas de 41 a 60 anos, faixa que concentra 35,6% do total nacional de negativados. Em nível nacional, a dívida média por consumidor inadimplente alcançou R$ 6.814,39, enquanto o valor médio por dívida ficou em R$ 1.656,74.
No Acre, foram registrados 16.748 acordos de renegociação de dívidas fechados em abril por meio do Serasa Limpa Nome. A plataforma também disponibiliza atualmente mais de 2,3 milhões de ofertas de negociação para consumidores acreanos que desejam regularizar sua situação financeira.
O volume de acordos firmados no estado sugere que parte dos endividados está buscando saídas para sair da inadimplência. Especialistas costumam recomendar que o consumidor negocie diretamente com os credores antes que a dívida se acumule, aproveitando períodos de maior oferta de condições facilitadas, como descontos e parcelamentos acessíveis.



