Chegando ao encerramento da entrevista no DiárioCast, Samir Bestene discutiu sua pré-candidatura a deputado estadual, a importância do esporte como política pública e refletiu sobre a disputa dentro da federação PP/União Brasil. Ronan Matos questionou qual seria a primeira prioridade de Samir caso pudesse escolher apenas uma para atacar no início de uma gestão municipal.
Para Samir, as prioridades estariam concentradas em dois eixos. “É difícil escolher apenas uma, porque a cidade possui muitos desafios. Mas, se pudesse destacar duas prioridades, a primeira seria justamente o fortalecimento do setor cerâmico aliado à infraestrutura. Implantaria um grande programa de pavimentação com tijolos intertravados. Além de melhorar as ruas da cidade, poderíamos construir calçadas acessíveis utilizando esse mesmo material.”
Samir apontou a importância das calçadas para toda a população. “Recentemente foi divulgado um levantamento mostrando que Rio Branco está entre as capitais com menor índice de calçadas adequadas do país. Isso impacta diretamente idosos, pessoas com deficiência, mães com carrinhos de bebê e toda a população. Investir em calçadas é investir em mobilidade, segurança e qualidade de vida. A segunda prioridade seria a implantação da Guarda Municipal. Sempre defendi essa pauta e acredito que ela representa um passo importante para reforçar a segurança pública e proteger os espaços públicos da cidade.”
Sobre sua pré-candidatura a deputado estadual, Samir explicou como pretende transferir a experiência municipal. “A Câmara Municipal oferece uma experiência muito rica. É ali que aprendemos a ouvir as pessoas, compreender os problemas reais da população e construir soluções. Minha pré-candidatura não surgiu por acaso. Ela é resultado do trabalho desenvolvido durante esses anos como vereador. Se a população confiar em mim para representá-la na Assembleia Legislativa, pretendo levar exatamente as mesmas bandeiras que venho defendendo em Rio Branco. A principal delas é o desenvolvimento econômico. Também quero continuar trabalhando pelo fortalecimento do empreendedorismo, da geração de empregos e da iniciativa privada.”
Samir destacou o esporte como uma pauta fundamental em seu programa. “Sempre digo que o poder público possui três pilares fundamentais: saúde, educação e segurança pública. Mas, para mim, existe um quarto pilar que deveria receber a mesma atenção: o esporte. Quando investimos em esporte, economizamos em segurança pública. O jovem que pratica esporte está mais próximo da escola, da disciplina e de boas referências. Também economizamos na saúde. Esporte significa qualidade de vida, prevenção de doenças e saúde mental.”
O vereador exemplificou com projetos concretos o impacto do esporte. “O programa Melhor Idade Ativa, por exemplo, mostrou isso na prática. Em uma confraternização do projeto, diversas senhoras me procuraram para dizer que haviam superado quadros de depressão, ansiedade e isolamento social graças às atividades físicas promovidas pela iniciativa. Esse tipo de resultado mostra que investir em esporte é investir em pessoas.”
Samir ressaltou seu trabalho na diversificação do apoio esportivo. “Além disso, sempre procurei destinar recursos para diversas modalidades esportivas, e não apenas para o futebol. Apoiamos o basquete, que realizou um dos maiores campeonatos estaduais da história do Acre. Também destinamos recursos para o tênis de mesa, modalidade que hoje representa muito bem o estado em competições nacionais. Diversos atletas participaram de campeonatos em outras regiões do Brasil com apoio do nosso mandato e conquistaram importantes resultados. Mais recentemente também destinamos recursos para incentivar o tênis de quadra. Muitas crianças da rede pública tiveram contato com uma raquete pela primeira vez graças a esse projeto. É exatamente isso que buscamos: democratizar o acesso ao esporte e criar oportunidades para os jovens.”
Ao ser questionado sobre a disputa dentro da federação PP/União Brasil, Samir mostrou confiança em sua trajetória. “Nossa família tem uma longa história dentro do Progressistas. Estou no partido há muitos anos. A única exceção foi um breve período em que me filiei ao PTB durante uma eleição municipal. Essa discussão sobre chapa da morte já aconteceu na eleição para vereador. Na época diziam que seria praticamente impossível conquistar uma vaga. Mesmo assim conseguimos eleger uma bancada expressiva.”


