O Acre registrou crescimento de 16,5% na abertura de pequenos negócios entre janeiro e agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado colocou o estado na nona posição entre as 27 unidades da Federação e ficou 2,2 pontos percentuais acima da média nacional, de 14,3%. Os dados são de levantamento do Sebrae Nacional, elaborado com informações de registros empresariais e divulgado em 17 de setembro.
Na Região Norte, o Acre apresentou o quinto maior crescimento proporcional. O Amapá liderou o desempenho regional, com expansão de 34,1%, seguido por Rondônia, com 25,3%, Roraima, com 21,1%, e Amazonas, com 18%. A diferença entre o Acre e o Amapá foi de 17,6 pontos percentuais. Em relação a Rondônia, o desempenho acreano ficou 8,8 pontos abaixo, enquanto a distância para o Amazonas foi de 1,5 ponto.
No cenário nacional, o Maranhão apresentou crescimento de 21,5%, Mato Grosso registrou 21,2%, Mato Grosso do Sul alcançou 20,9% e o Distrito Federal chegou a 17,1%. O Acre ficou à frente do Rio de Janeiro, que apresentou expansão de 16,3%, e integrou o grupo das dez unidades da Federação com os maiores percentuais de crescimento no período.
Em todo o Brasil, foram abertos aproximadamente 3,93 milhões de pequenos negócios nos primeiros oito meses de 2026. Desse total, 77,3% eram microempreendedores individuais, 18,7% microempresas e 4% empresas de pequeno porte. O setor de serviços foi o principal responsável pela abertura de novos negócios no país. Entre os microempreendedores individuais dessa atividade, o crescimento chegou a 16,4% na comparação anual.
A distribuição regional mostra que o Sudeste concentrou 50,9% dos novos empreendimentos, seguido pelo Sul, com 18,4%, Nordeste, com 16,1%, Centro-Oeste, com 9,7%, e Norte, com 5%. Sozinho, o estado de São Paulo concentrou 1.161.196 novos pequenos negócios, o equivalente a 29,5% do total nacional. Minas Gerais aparece em seguida, com 404.333 registros, e o Rio de Janeiro contabilizou 323.669.
A comparação evidencia que o crescimento percentual do Acre superou a média brasileira, embora o estado não apareça entre os maiores mercados em quantidade absoluta de novos CNPJs. O desempenho acreano mostra que o ritmo de abertura de empresas no estado cresce mais rápido do que o do país como um todo.
O Sebrae não apresentou, na publicação nacional, o total específico de pequenos negócios abertos no Acre durante os oito meses analisados. Por isso, o levantamento permite medir a velocidade da expansão, mas não o volume de novos empreendimentos no estado.


