Produção de grãos no Acre deve crescer 12,9% e alcançar 271,6 mil toneladas na safra 2026/2027

O Acre deverá ampliar em 7,9 mil hectares a área destinada ao cultivo de grãos na safra 2026/2027, passando de 72,9 mil para 80,8 mil hectares. O crescimento previsto é de 10,8%, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na edição de outubro de 2026 do relatório Agropecuária Brasileira em Números, do Ministério da Agricultura e Pecuária.

A expansão percentual da área cultivada no Acre supera a média brasileira, estimada em 2,3%, e a da Região Norte, de 5,6%. O crescimento acreano deverá ser aproximadamente 4,7 vezes o nacional e quase o dobro do regional. No conjunto do país, a área destinada à produção de grãos deverá aumentar de 83,47 milhões para 85,41 milhões de hectares, acréscimo de 1,94 milhão de hectares.

Na Região Norte, a expansão prevista é de 352,4 mil hectares, passando de 6,28 milhões para 6,63 milhões de hectares. O Acre apresenta a maior taxa de crescimento da área de grãos entre os sete estados nortistas. Roraima aparece em segundo lugar, com aumento de 9,3%, seguido pelo Pará, com 6,3%, Rondônia, com 5,3%, e Tocantins, com 4,9%.

O Amazonas deverá registrar redução de 1,4% na área cultivada, enquanto o Amapá apresenta estabilidade, com 15,3 mil hectares. Apesar da expansão proporcionalmente elevada, a área acreana representa aproximadamente 1,22% da superfície destinada aos grãos na Região Norte e menos de 0,1% do total nacional.

Enquanto a superfície agrícola deverá aumentar 10,8%, a produção está projetada para crescer 12,9%, alcançando 271,6 mil toneladas. A ampliação da área cultivada é um dos principais fatores associados ao crescimento previsto da produção estadual.

A diferença entre os dois indicadores demonstra que o aumento da produção não depende exclusivamente da incorporação de novas áreas. Também há expectativa de melhora no rendimento médio das lavouras.

O relatório não discrimina, na tabela estadual, quanto da expansão corresponde a cada cultura agrícola. Também não permite determinar se os hectares adicionais resultarão da conversão de pastagens, da utilização de áreas anteriormente ociosas ou de outras formas de ocupação agrícola.

Os números constam da página 6 do documento do Ministério da Agricultura e Pecuária, com estimativas da Conab referentes a outubro de 2026.

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