A esquerda católica nos aponta caminhos que nos levam ao abismo

Tenho revisitado obras dos economistas da Escola Austríaca. Cada vez mais me convenço, lendo esses autores, da necessidade de retomarmos cada vez mais os valores cristãos para continuarmos como uma civilização. Os autênticos valores cristãos.

Hayek, por exemplo, afirma que as religiões que sobreviveram, ao longo dos últimos dois mil anos, são aquelas que defendem as instituições da propriedade privada e da família. A base da civilização ocidental, nos últimos dois mil anos, é o cristianismo.

Acontece, porém, que o comunismo tenta se apropriar da mensagem do cristianismo, no objetivo de promover a revolução, e consequentemente, destruir a religião, a propriedade e família.

Ouvi pela segunda ou terceira vez um vídeo em que Lula da Silva e Leonardo Boff falam sobre a importância da Teologia da Libertação para a construção do Partido dos Trabalhadores – PT.

Ambos, com igual convicção, acreditam que foi a Teologia da Libertação que fez o Partido dos Trabalhadores – PT chegar ao poder, e por quase 20 (vinte) anos. No Estado do Acre, igualmente, ficou no poder por quase uma vintena de anos.

Eis o que dizem no aludido vídeo, cujo link segue abaixo:

Diz Leonardo Boff: “As CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), que eu acompanhei tantas, não entraram no PT, elas fundaram as células do PT. Isso é muito mais do que entrar num partido, isso é fundar um partido”.

Lula da Silva, toma a palavra e diz: “O PT não existiria do jeito que ele existe, se não fossem as Comunidades Eclesiais de Base. O PT não existiria se não fosse a Teologia da Libertação. Eu sei o que é o valor de um padre progressista numa cidade pequena. Eu sei o que era alguém ligado à Igreja que participava de uma comunidade. Era o primeiro embrião de um espaço para a gente se reunir”.

Dr. Adolpho Lindenber, prefaciando o livro “Teologia da Libertação: Um Salva-Vidas de Chumbo para os Pobres”, não deixa dúvida do viés comunista da Teologia da Libertação.

Disse do ensaio do Dr. Julio Loredo de Izcue: “…o trabalho examina com detalhes a ação revolucionária da Teologia da Libertação na ordem temporal, sempre aliada ao comunismo na promoção da revolução social, em particular na América Latina, detendo-se com maior detalhe no Peru, no Brasil, no Chile, na Argentina, Uruguai, Colômbia, Nicarágua”. g.n.

Para Dr. Adolpho Lindenberg, a Teologia da Libertação é uma aliada do comunismo.

Para o professor Felipe Aquino, autor também de um livro sobre Teologia da Libertação, trata-se de uma interpretação marxista dos Evangelhos. Para ele, a Teologia da Libertação transforma o Evangelho de salvação espiritual em um programa político-terrestre.

Frei Betto, “Teólogo da Libertação”, no seu livro “Jesus Militante”, não deixa dúvida de que a Teologia da Libertação é um projeto político, o que confirma o que os autores acima dizem, isto é, que referida teologia não passa de um projeto comunista para a sociedade.

O livro de Frei Betto (Jesus Militante), exclui toda a divindade de Jesus. A obra libertadora de Jesus, para Frei Betto, é apenas uma proposta política. Eis o que ele diz:

Ora, Jesus nasceu no reino de Herodes e viveu no reino de César. Tanto Herodes quanto o imperador romano se consideravam portadores divinos. Jesus se contrapôs aos reinos deles. Passou a anunciar outro reino possível – o de Deus! Proposta política revestida de linguagem religiosa, como era próprio no contexto em que vivia”.

O Partido dos Trabalhadores não se define como um partido comunista. Se posiciona como defensor do socialismo democrático, diferenciando-se dos modelos de socialismo real autoritários. Mas, isso é apenas nos documentos oficiais.

Na prática, o PT se alinha e mantém relações internacionais com diversos partidos comunistas, a exemplo do Partido Comunista Chinês e do Partido Comunista de Cuba, como mantem relações estreitas com a ditadura comunista da Venezuela e da Nicarágua.

Luiz Inácio Lula da Silva, quando indicou Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal, disse se orgulhar de ter conseguido aprovar o nome de um comunista para a Suprema Corte. Em vídeos que circulam nas redes sociais de computadores, disse que não se ofende quando o chamam de comunista.

Ora, a Teologia da Libertação, ao longo dos últimos mais de 40 anos, apoia, sem sobra de dúvida, um partido comunista (PT). Defende claramente um projeto político e não espiritual. Conforme transcrição acima do livro de Frei Betto (Jesus Militante), teólogo da libertação, o reino de Deus, seria aqui na terra.

Em 1980, Dom Evaristo Arns, na qualidade de Cardeal-Arcebispo de São Paulo, realizou um evento teológico (grande evento), e, em seu discurso final, como apoio e demonstração de simpatia pela revolução sandinista da Nicarágua, disse o seguinte:

“Como concluir? Não há uma conclusão. A coisa apenas começou. (…) chega de teologia e vamos a prática: onde estão os grupos que vão para a Nicarágua, para aprender? Eu respondo: sei que, em São Paulo, há grupos se preparando e de malas prontas para partir. Até com permissão do Arcebispo de São Paulo”.

Lula e Frei Betto conheceram Fidel Castro nessa viagem de solidariedade e aprendizado com a revolução sandinista. Isto é, a teologia da libertação absolutamente solidária com referida revolução.

E o que aconteceu com os católicos da Nicarágua quando a ditadura comunista se implantou? Qual a realidade hoje dos católicos naquele país sob o comando do ditador Daniel Ortega?

Transcrevo um depoimento de um religioso – que não é da teologia da libertação – Padre Bernardo Maria Goulart. Eis o que disse:

A perseguição aos cristãos tem sido uma ocorrência comum em grande parte do Oriente Médio, na China e na Coréia do Norte, mas uma perseguição igualmente violenta, rancorosa está ocorrendo no meio caminho entre o México e a Colômbia, encoberta pelo silêncio da mídia tradicional. Trata-se da mais recente política do regime do ditador nicaraguense Daniel Ortega contra a Igreja Católica, que tem sido alvo constante de desprezo e sofre acusações de minar o regime de esquerda que se instalou no país, apesar da história de profundo contato com a Teologia da Libertação e do ativismo pró esquerda que a mesma Igreja exibiu na Nicarágua”. g.n.

Os “católicos” da Nicarágua, que seguem essa corrente teológica (teologia da libertação), nunca imaginaram o que iriam passar depois da implantação do regime comunista.

Que a Nicarágua nos sirva de exemplo!

O apoio à teologia da libertação, além de um salva-vidas de chumbo para os pobres, pode nos fazer lembrar o escravo que beijava o nó da peia!

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