O Acre vem consolidando uma trajetória de crescimento econômico, alcançando resultados históricos no comércio exterior. O estado registrou US$ 98,9 milhões em exportações, valor que supera em mais de US$ 28 milhões a meta estabelecida pela Agenda Acre 10 Anos (2023–2032). No mesmo período, o estado também atingiu o maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita de sua série histórica, superando em mais de 70% a meta inicialmente prevista.
Os dados são baseados no monitoramento da Agenda Acre 10 Anos e no Boletim do Comércio Exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan). As informações consolidadas até maio de 2026 mostram que o avanço da economia acreana tem sido impulsionado pelo crescimento da produção local e pela ampliação do número de mercados internacionais atendidos pelos produtos do estado.
Entre os destaques da pauta exportadora está a soja, que se mantém como o principal produto vendido ao exterior em 2026, com US$ 15,86 milhões, o equivalente a 29,3% das exportações estaduais. Em maio, a Turquia foi o maior destino das mercadorias acreanas, importando US$ 3,40 milhões, valor integralmente composto por soja. Na sequência aparecem a carne bovina, com US$ 14,23 milhões, e a castanha, que movimentou US$ 12,50 milhões.
O crescimento da produção de soja ocorreu sem aumento da área plantada. O desempenho foi alcançado graças aos ganhos de produtividade proporcionados por investimentos em tecnologia, assistência técnica, correção e adubação do solo, além das condições climáticas favoráveis registradas durante o ciclo produtivo.
O fortalecimento da economia também se refletiu no PIB per capita, que passou de R$ 17,6 mil em 2018 para R$ 31,7 mil em 2023, consolidando um crescimento muito acima do projetado no planejamento estratégico estadual. O indicador demonstra o avanço da geração de riqueza por habitante e acompanha a expansão da atividade econômica em diferentes setores.
Outro fator que contribui para esse desempenho é o processo de internacionalização da economia acreana. O estado exportou para 26 países somente em maio, resultado da ampliação das relações comerciais e da diversificação dos mercados compradores.
A estratégia de fortalecimento das exportações também passa pela integração comercial com países vizinhos, especialmente Peru e Bolívia, buscando consolidar o Acre como corredor logístico para o Oceano Pacífico. Paralelamente, o governo estadual tem incentivado a participação de empresas locais em missões comerciais, rodadas de negócios e feiras internacionais.
No setor agropecuário, tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Acre têm contribuído para elevar a produtividade das propriedades rurais. Entre os avanços estão técnicas de recuperação de pastagens degradadas, sistemas de plantio direto e o uso de pastagens consorciadas, que aumentaram significativamente a capacidade produtiva da pecuária no estado.
Essas inovações permitiram elevar a capacidade de suporte das pastagens para até três unidades animais por hectare, aumentando a produção de carne e reduzindo a necessidade de insumos químicos. Atualmente, mais de 90 mil hectares utilizam sistemas de pastagens consorciadas, gerando benefícios econômicos relevantes para os produtores.
Além do agronegócio, setores ligados à bioeconomia, alimentos, bioinsumos e biotecnologia também aparecem como áreas com elevado potencial para atração de novos investimentos, ampliando as oportunidades de desenvolvimento econômico sustentável no Acre.
Os resultados alcançados reforçam o papel estratégico do estado no comércio exterior brasileiro. O crescimento das exportações, aliado aos avanços na produtividade e à diversificação dos mercados, fortalece a economia acreana e amplia as perspectivas de geração de emprego, renda e novos investimentos.
Mesmo com desafios relacionados à infraestrutura logística, custos de transporte e necessidade de ampliação da escala produtiva, os indicadores demonstram que o Acre vive um dos melhores momentos de sua história econômica, consolidando-se como um estado cada vez mais competitivo no mercado internacional.



