Arma apreendida de Bolsonaro estava desativada, diz defesa

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que a arma que foi apreendida nesta segunda-feira (15) estava inoperante quando foi apreendida, em documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

pistola foi recolhida após ser encontrada em uma blitz de rotina em Taguatinga e estava na posse de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Segundo os advogados do ex-presidente, a equipe de segurança dele removeu o percussor da arma, que ficava na residência de Bolsonaro.

Do ponto de vista técnico, a arma em questão é uma pistola austríaca da marca Glock, que utiliza um sistema de percussão chamado “Safe Action”. A remoção do percussor inviabiliza completamente o “engatilhamento” da arma, o que deixa o seu gatilho “solto” e sem tensão, impossibilitando a operação normal e a realização de disparos, disse a defesa.

A medida foi tomada, segundo a defesa, porque as medicações psiquiátricas consumidas por Bolsonaro afetavam sua cognição. Inclusive argumentando que essa foi a causa do ex-presidente ter tentado romper sua tornozeleira eletrônica.

Bolsonaro teria então recentemente percebido que a arma não estava funcionando e entregou a Glock ao segundo-sargento Estácio Leite de Silva Filho para que ele verificasse o problema.

“A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção. De mais a mais, anote-se que a arma em questão foi apreendida e posteriormente devolvida ao peticionário no âmbito da Petição n. 10.405,” diz o texto.

Também afirmou que a pistola estava em situação regular e que a condenação de Bolsonaro não pediu a entrega de armas ou cancelamento de registros.

Apreensão

Uma arma de fogo registrada no nome de Bolsonaro foi apreendida na noite de segunda-feira (15) pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), durante uma blitz de rotina em Taguatinga.

O armamento estava em posse de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que conduzia o veículo no momento da abordagem.

De acordo com fontes ouvidas pela Jovem Pan, o militar do GSI apresentou o porte funcional de arma. Ao ser questionado pelos agentes, o funcionário informou que o objeto estaria quebrado e que o levaria para o conserto.

O porte funcional de arma de fogo é a permissão que agentes públicos possuem para portar o armamento em razão de suas atividades profissionais.

Tópicos:

Nossa responsabilidade é muito grande! Cabe-nos concretizar os objetivos para os quais foi criado o jornal Diário do acre