Articulação conjunta de Lula e Alcolumbre troca Moro e Marcos do Val por governistas na CPI do Crime Organizado

Uma possível derrota ao relatório da CPI do Crime Organizado, que propõe o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, pode acontecer após substituições, que foram feitas momentos antes da sessão de votação na tarde desta terça-feira (14), no Senado Federal.

Uma articulação feita em conjunto pelo governo Lula (PT) e por ministros do STF, com a participação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por trocas.

Saíram os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES). Eles foram substituídos por Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA).

Em entrevista coletiva à jornalistas, Moro destacou que as investigações precisam ter prosseguimento: “Quando foi lido o relatório havia perspectiva de aprovação, o governo Lula me tirou e colocou em substituição senadores do PT….Vamos apurar os fatos e extrair consequências, tinha condenações, mas através dessa manobra serei impedido de fazê-lo, uma manobra que impede que os fatos sejam investigados”, argumentou.

Nomes de oposição e adversários do STF foram substituídos por nomes governistas, que tendem a blindar os ministros.

Já o senador Eduardo Girão (Novo- CE) afirmou que manobras digitais do governo Lula foram feitas para derrubar um relatório após muitas oitivas e cruzamento de dados. “É mudar a regra do jogo na hora do jogo, trocar membros que jamais participaram de nada e que vão votar, e ao que tudo indica derrotar o relatório”, pontuou.

A CPI tem 11 senadores titulares, dos quais dez votam, e sete suplentes. Com as mudanças, o placar previsto é de quatro votos favoráveis ao texto de Alessandro Vieira e seis votos contrários.

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