Jair Bolsonaro completou nesta segunda-feira, 27, o primeiro mês de sua prisão domiciliar humanitária. O ex-presidente só recebeu o benefício do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de ser internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) por uma broncopneumonia em março. Antes disso, o magistrado tratava a possibilidade como um privilégio em vez de uma necessidade médica de Bolsonaro. Agora, a defesa do político, de 71 anos, tenta liberar uma cirurgia para corrigir uma lesão no ombro direito.
Os advogados enviaram o pedido ao STF na última terça-feira, 21. A equipe médica pretendia internar Bolsonaro na sexta-feira 24, para realizar o procedimento no sábado. Moraes, no entanto, enviou o caso para análise da Procuradoria-Geral da República na quinta-feira 23. O órgão deu parecer favorável logo que recebeu a solicitação, mas o prazo para a operação pretendida venceu.
Dores e restrições
A equipe do cardiologista Brasil Caiado diagnosticou uma lesão no manguito rotador, conjunto de músculos que firma o ombro. O problema causa fraqueza e dores intensas, principalmente no período noturno. O ex-presidente continua em repouso enquanto aguarda o despacho final de Moraes para marcar a nova data do procedimento cirúrgico.
O benefício da prisão domiciliar dura 90 dias. Moraes fará uma nova análise do quadro de saúde de Bolsonaro, assim que o período terminar, para decidir se mantém ou não o ex-presidente fora da cadeia. O político cumpre a pena em regime especial devido à idade e ao histórico médico recente.
No Congresso Nacional, parlamentares da oposição tentam ajudar o ex-mandatário por meio da lei de dosimetria. O grupo quer derrubar o veto do presidente Lula ao projeto. Caso os congressistas consigam a vitória, a punição total de Bolsonaro pode diminuir. Por enquanto, o foco da defesa continua sendo a recuperação física do ex-presidente em Brasília.


