Cortes nobres caem até 6% em maio em Rio Branco, mas diferença entre açougue e supermercado chega a R$ 4,90

A carne ficou mais barata em Rio Branco? Os dados dizem que sim, ao menos nos cortes nobres. Mas será que essa redução chega de fato ao carrinho do consumidor? E onde comprar sai mais em conta, no supermercado ou no açougue? O Observatório do Preço das Carnes em Rio Branco, plataforma do Programa de Educação Tutorial do curso de Economia da Ufac, levantou os números de maio de 2026 e as respostas podem surpreender.

Segundo o levantamento, a picanha foi vendida em média a R$ 67,12 o kg em maio, recuo de 6% em relação a abril e queda acumulada de 6,1% no ano. O filé também ficou mais barato, custando R$ 68,87 o kg, baixa de 5,6% no mês. Já o coxão mole manteve estabilidade, com preço de R$ 40,25 o kg e variação mensal quase nula. A média geral dos cortes ficou em R$ 38,42 o kg, com queda de 0,6% no mês, mas ainda com alta de 4,7% nos últimos 12 meses, o que mostra que a carne segue mais cara do que estava há um ano.

Para quem quer economizar, o açougue ainda é a melhor pedida. O levantamento mostra que comprar carne em supermercados sai consistentemente mais caro do que em açougues. Na picanha, a diferença chega a R$ 4,24 por kg. No filé, a diferença é de R$ 4,90 por kg, e na média geral, de R$ 2,45 por kg. Valores que fazem diferença no bolso de quem compra carne com regularidade.

O Observatório do Preço das Carnes em Rio Branco é mantido pelo PET Economia, grupo de alunos bolsistas tutorados e financiados pelo Ministério da Educação. O grupo realiza estudos sobre a economia acreana, publica boletins econômicos e conduz levantamentos periódicos de preços e monitoramento da inflação no estado, com dados disponíveis em plataforma digital de acesso público.

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