A defesa do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, enviou nesta quarta-feira (6) uma nova proposta de delação premiada, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) recusarem o conteúdo da primeira colaboração enviada. A informação foi publicada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pela Jovem Pan.
O conteúdo produzido por Vorcaro foi entregue às autoridades em um pen drive, de acordo com apuração da Jovem Pan. Agora, a PF e a PGR devem analisar novamente o conteúdo.
A rejeição da PGR e da PF acontece porque houve o entendimento de que o conteúdo estava incompleto e não respondia as dúvidas dos investigadores. Com o novo envio, os advogados do banqueiro procuram convencer os investigadores a aceitarem a proposta.
A defesa de Vorcaro acredita que a delação irá garantir a liberdade do banqueiro. O documento contém uma série de anexos e estipula o pagamento de uma multa bilionária.
A expectativa inicial dos advogados de Vorcaro era de que a PF e o MPF levassem cerca de duas semanas para analisar a documentação, seguidas por mais duas semanas para a realização das oitivas e depoimentos. No entanto, o prazo é considerado otimista na prática e o trâmite deve se estender por mais de um mês. Um dos motivos é que o valor da multa bilionária proposta pela defesa ainda será avaliado pelas autoridades, o que pode gerar uma contraproposta e prolongar as negociações.
Vorcaro está preso desde o início de março e foi transferido pela Polícia Federal no dia 23 do mesmo mês.
A Jovem Pan tenta contato com os advogados de Vorcaro, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.


