Drones revolucionam o agronegócio brasileiro e criam nova demanda por pilotos especializados no campo

Crescimento acelerado da tecnologia no agro exige formação, certificação e cumprimento rigoroso das regras de segurança.

A tecnologia tem transformado profundamente o agronegócio brasileiro, e os drones se consolidaram como uma das ferramentas mais importantes da agricultura moderna. Utilizados para monitoramento de lavouras, coleta de dados e aplicação de insumos, esses equipamentos trazem mais precisão, eficiência e rapidez para o trabalho no campo.

Nesse cenário, cresce também a demanda por profissionais qualificados. O piloto de drone agrícola é responsável por planejar voos, realizar checagens de segurança, operar os equipamentos e coletar informações que ajudam no monitoramento das plantações. Em determinadas situações, o profissional também executa aplicações de defensivos, sempre respeitando normas específicas de segurança.

Para atuar nessa área, no entanto, não basta apenas aprender a pilotar o equipamento. A formação adequada e o cumprimento das exigências legais são fundamentais para evitar erros operacionais, acidentes e problemas jurídicos. Nenhum curso garante habilitação automática, já que o processo envolve estudo, prática supervisionada e cumprimento das normas estabelecidas pelos órgãos reguladores.

No Brasil, o uso de drones é regulamentado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que estabelece as regras para operações com aeronaves remotamente pilotadas. Em 2023, a agência simplificou parte das normas para facilitar o uso da tecnologia no campo, mantendo, porém, as exigências relacionadas à segurança das operações.

Entre as mudanças implementadas, os drones agrícolas passaram a ser classificados como Classe 3 e deixaram de ter o limite de peso de 25 quilos, permitindo o uso de equipamentos maiores para pulverização e outras atividades. Mesmo assim, continuam valendo regras importantes, como o limite máximo de 120 metros de altura e a necessidade de manter o equipamento dentro da linha de visão do piloto ou de observadores autorizados.

Além disso, os operadores precisam registrar o equipamento no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant) e, em casos de aplicação de defensivos agrícolas, obter habilitações específicas como o certificado de Piloto Remoto e o curso de Aplicador Aéreo Agrícola Remoto, regulamentado pelo Ministério da Agricultura.

Para quem deseja ingressar na profissão, existem cursos introdutórios gratuitos oferecidos por instituições como a Escola Virtual de Governo (EV.G) e o SENAR EAD, que abordam conceitos básicos, legislação e princípios de operação responsável. Essas formações servem como porta de entrada para quem quer entender o funcionamento da tecnologia antes de buscar certificações mais avançadas.

O crescimento do setor é expressivo. O número de drones agrícolas no Brasil saltou de cerca de 2.500 equipamentos em 2021 para uma projeção de até 90 mil unidades até 2026. Esse avanço reforça a importância da qualificação profissional, já que a combinação entre conhecimento técnico, cumprimento das regras e experiência prática é essencial para atuar com segurança em um dos segmentos que mais cresce dentro do agronegócio brasileiro. 🚜📡

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