Em encontro com engenheiros, Bittar propõe organização de emendas para impulsionar obras e habitação no Acre

O senador Marcio Bittar (PL), candidato à reeleição, se reuniu na noite desta terça-feira, 15, em Rio Branco, com integrantes do movimento “Engenharia Grande de Novo” para discutir propostas voltadas ao desenvolvimento do Acre. O encontro ocorreu no escritório do Partido Liberal e contou com a presença do ex-prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre (MDB), candidato a deputado estadual e engenheiro civil.

Durante a reunião, Bittar apontou pontos de convergência com o grupo e defendeu, em parceria com a governadora Mailza Assis (PP), a criação de um programa de habitação de casas populares como forma de estimular a economia e gerar oportunidades para profissionais e trabalhadores da construção civil.

O senador afirmou que parte dos recursos das emendas de bancada pode ser organizada para atender prioridades estratégicas do Estado, incluindo habitação, infraestrutura rural, pavimentação urbana e saúde. Segundo Bittar, o Acre dispõe atualmente de oito emendas de bancada, que somam aproximadamente R$ 1 bilhão por ano.

“Nós temos oito emendas de bancada. O valor dá algo em torno de R$ 1 bilhão por ano. Isso é uma coisa que é nossa, não é simplesmente ‘vamos buscar’. O Congresso Nacional fez isso”, afirmou.

Para Bittar, uma das possibilidades seria destinar R$ 100 milhões por ano para habitação, chegando a R$ 400 milhões ao longo de quatro anos. O senador relacionou o investimento à geração de emprego e renda na construção civil, lembrando o impacto econômico provocado pela expansão de bairros de Rio Branco.

“Eu me lembro quando saí do Bosque e fui para a Vila Ivonete. Eu queria fazer uma reforma. Não achava pedreiro, não tinha carpinteiro, não tinha mestre de obra. Vieram pessoas de Rondônia para trabalhar aqui, porque o Manoel Julião estava sendo construído”, relatou.

Bittar defendeu ainda a destinação de recursos para a infraestrutura rural, citando a substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto e a pavimentação de ramais. Para ele, os investimentos também têm reflexos diretos em serviços públicos, já que melhoram o acesso de professores, alunos, medicamentos e insumos às comunidades rurais.

“Cem milhões para a área rural. O que eu consegui com Bolsonaro foram R$ 92 milhões ao longo de seis anos. Agora imagina R$ 100 milhões por ano para trocar pontes de madeira por pontes de concreto, pavimentar ramais e melhorar a estrutura de uma área grande”, afirmou.

Além da habitação e da infraestrutura, Bittar voltou a defender obras estratégicas para integração e desenvolvimento econômico do Acre, especialmente a reconstrução da BR-364 e a ligação entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru. Segundo ele, a melhoria da logística pode aumentar o acesso do Estado a novos mercados e criar oportunidades para a população. “Então essas obras têm que sair”, afirmou Bittar.

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