O Acre registrou 1.204 roubos e furtos de veículos em 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O número representa uma média de 3,3 ocorrências por dia e colocou o estado na 5ª maior taxa do país, com 310,7 registros para cada 100 mil veículos.
Em 2024, haviam sido contabilizadas 998 ocorrências. No ano seguinte, foram 206 casos a mais, enquanto a taxa proporcional à frota passou de 278,7 para 310,7 ocorrências por 100 mil veículos, uma alta de 14,4%.
O resultado chama atenção quando comparado ao cenário nacional. Enquanto o Acre registrou crescimento, o Brasil apresentou queda de 14,3% na taxa, que passou de 278,7 para 238,9 ocorrências por 100 mil veículos. A taxa acreana ficou 71,8 pontos acima da média nacional.
Com 310,7 ocorrências por 100 mil veículos, o Acre ficou atrás apenas de Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba e São Paulo no ranking nacional. As maiores taxas foram registradas pelo Rio de Janeiro, com 516,8, Pernambuco, com 476,5, Paraíba, com 349,1, e São Paulo, com 318.
Os roubos tiveram participação importante no aumento. Foram 473 roubos de veículos em 2025, contra 384 em 2024, um crescimento de 89 ocorrências. A taxa passou de 104,5 para 122 roubos por 100 mil veículos, alta de 16,8%, colocando o Acre na 8ª posição nacional nesse indicador.
A taxa brasileira de roubos foi de 80,9 por 100 mil veículos. O Rio de Janeiro apresentou o maior índice, com 305,3, seguido por Pernambuco, com 299,3, e Paraíba, com 245.
Os furtos representam a maior parcela dos registros no Acre. Em 2025, foram contabilizados 731 casos, contra 614 no ano anterior. A taxa passou de 157,1 para 188,6 furtos por 100 mil veículos, crescimento de 12,9%.
Com esse resultado, o Acre apresentou a 4ª maior taxa de furtos do país, ficando atrás de São Paulo, com 247,2, Roraima, com 215,7, e Rio de Janeiro, com 211,6. A taxa nacional foi de 158 furtos por 100 mil veículos.
Na comparação com os demais estados da Região Norte, o Acre aparece em primeiro lugar. A taxa de 310,7 ocorrências por 100 mil veículos foi a maior da região, à frente de Roraima, com 261,3, Amazonas, com 181,2, Tocantins, com 151,4, Rondônia, com 147,6, Pará, com 136,6, e Amapá, com 136,5.
O desempenho regional também se mantém quando os crimes são analisados separadamente. O Acre apresentou as maiores taxas de roubos e furtos de veículos entre os estados do Norte, segundo os dados utilizados no levantamento.
O cenário estadual contrasta com a tendência registrada no país. O Brasil passou de 345.503 roubos e furtos de veículos em 2024 para 308.440 em 2025, uma redução de 37.063 ocorrências.
Nos roubos, o total nacional caiu de 126.358 para 104.491 casos, enquanto os furtos passaram de 219.145 para 203.949. No Acre, entretanto, os dois indicadores seguiram na direção contrária, com os roubos aumentando de 384 para 473 e os furtos subindo de 614 para 731.
Na comparação das taxas conjuntas, a Paraíba registrou a maior alta entre os estados, com 15,5%, seguida pelo Acre, com 14,4%. O resultado coloca o estado acreano entre os poucos locais do país onde roubos e furtos de veículos avançaram em 2025, em contraste com a redução observada na média nacional.
Por fim, os números reforçam a dimensão do problema para o Acre: além de registrar crescimento nas ocorrências, o estado liderou a Região Norte e terminou o ano com a 5ª maior taxa nacional. A diferença em relação ao cenário brasileiro fica ainda mais evidente diante da queda de 14,3% registrada na taxa nacional no mesmo período.



