O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que tenha firmado acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para interromper a articulação em torno da CPI do caso Banco Master.
Em nota divulgada nesta sexta-feira, 1º, a equipe do parlamentar rejeitou a hipótese de entendimento político para barrar a comissão. “O senador Flávio Bolsonaro repudia a tentativa de associá-lo a qualquer acordo para barrar a CPMI do caso Master”, diz o texto.
A nota também menciona o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Segundo o senador, não há possibilidade de alinhamento com o magistrado, cujas decisões atingiram o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.
Impasse trava instalação da comissão
A instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito depende da leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso. Quando há número mínimo de assinaturas, o presidente da Casa deve formalizar o pedido.
Aliados da oposição indicam resistência de Alcolumbre em avançar com a abertura do colegiado. Até o momento, não houve sinalização de convocação de sessão conjunta para tratar do tema.
O impasse afeta outras votações do Legislativo, como a análise de vetos presidenciais, que ocorrem nessas sessões.
Na mesma nota, Flávio afirma que partidos de esquerda dificultam a investigação. “Quem tem dificultado a apuração é o Partido dos Trabalhadores, que não assinou a instalação da CPMI”, diz o texto. A declaração também cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e menciona o banqueiro Daniel Vorcaro.
O requerimento para criação da CPMI foi protocolado em 3 de fevereiro pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), com apoio de 281 parlamentares. A proposta busca investigar relações entre integrantes do STF e o empresário.
Parlamentares da esquerda também articularam um pedido próprio de CPI mista, com foco no sistema financeiro e em possíveis conexões entre fraudes e agentes públicos.


