O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), confirmou nesta terça-feira (23) sua ida aos Estados Unidos para defender as empresas brasileiras da taxação de 25%. “O presidente atual, por questões ideológicas, vai acabar punidno as empresas braisleiras nessa relação com os Estados Unidos. Eu já fiz trabalho de presidente da república uma vez, indo lá nos EUA e pedindo para classificarem – PCC e CV – como grupos terroristas”, disse o senador durante participação no evento de abertura da FEICORTE 2026.
A data da viagem está marcada para o dia 6 de julho.
“Vou aos Estados Unidos para fazer a defesa das empresas brasileiras para que não sejam tarifadas com mais 25% sobre os produtos que forem exportados, porque já temos as empresas mais taxadas do mundo pelo atual governo”, declarou Flávio durante seu discurso. “Espero e peço a Deus que me de sabedoria e torque o governo americamo para que esse mercado consumir gigante não fique ainda mais inacessível”, finalizou o pré-candidato à Presidência.
A Jovem Pan já tinha adiantado a nova viagem de Flávio aos Estados Unidos. Ele tinha se incrito no último dia do prazo (22 de junho) para falar presencialmente na audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre a investigação da Seção 301.
Seção 301
A USTR concluiu, em 1º de junho de 2026, uma investigação iniciada em julho de 2025 (por iniciativa associada à família Bolsonaro, segundo o governo Lula). O relatório identifica práticas brasileiras consideradas “desleais” ou discriminatórias, entre elas:
• Digital trade e serviços de pagamento eletrônico (defesa do Pix como sistema instantâneo).
• Tarifas preferenciais injustas.
• Aplicação de leis anticorrupção.
• Proteção de propriedade intelectual.
• Acesso ao mercado de etanol.
• Desmatamento ilegal.
Como ação proposta, o USTR recomenda tarifas de 25% sobre a maioria dos bens brasileiros, com algumas exceções (ex.: certos produtos agrícolas ou energéticos). A decisão final cabe ao presidente Donald Trump. O período de comentários públicos vai até 1º de julho, com a audiência em 6 de julho.


