Em agenda que passou por uma reunião com o setor produtivo e por uma entrevista ao vivo na rádio, o senador Marcio Bittar (PL), candidato à reeleição, reforçou nesta terça-feira, 15, o discurso de que o desenvolvimento da Amazônia depende de infraestrutura, segurança jurídica e soberania sobre os recursos naturais da região.
Ao lado do governador e também candidato à reeleição Mailza Assis (PP), Bittar participou de reunião com empresários e trabalhadores da empresa Pedra Norte, no Parque Industrial de Rio Branco. No encontro, acompanhado pelo debatedor sobre o desenvolvimento da indústria e as condições para aumentar a produção na região, o senador defendeu que o setor produtivo tenha claro sobre os caminhos que a política vai seguir nas eleições. “Na política, não dá para ficar em cima do muro. Em uma campanha eleitoral é preciso deixar claro quem representamos e em quem acreditamos. O meu lado é muito claro”, afirmou.

Entre as prioridades que apresentaram estão mudanças nas leis ambientais que, segundo ele, garantem mais segurança jurídica, soberania e agilidade para quem produz. Participaram do encontro o presidente da Associação das Indústrias, Carlos Rocha, o deputado estadual Fagner Calegário (União-AC), candidato à reeleição, o deputado federal José Adriano (PP), também candidato à reeleição, e Jebert Nascimento, primeiro suplente na chapa de Bittar ao Senado.

Horas depois, já no programa de Andrade Filho, na rádio Gazeta FM 93.3, Bittar retomou o argumento, tratando a infraestrutura como pré-condição não só para a economia, mas também para saúde e educação no interior do estado. Citou os municípios de Jordão, Santa Rosa, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter – que não estão ligados por estrada – como exemplo de isolamento. “Se você não destravar a infraestrutura que você vai produzir do que jeito? Sem estrada, não há como escoar produção, levar insumo, garantir atendimento médico, abastecer posto de saúde ou manter escola funcionando no interior”, questionou.
O senador também voltou a falar de uma bandeira sua de longa data: a rodovia ligando Cruzeiro do Sul a Pucallpa, no Peru, apresentando-a como caminho para reverter a saída de jovens acreanos para outros estados em busca de oportunidades que, segundo ele, não encontram no Acre. “Vamos resgatar a soberania brasileira sobre a Amazônia, utilizando os recursos naturais com inteligência”, disse.



