Polícia Civil inicia capacitação de policiais para aperfeiçoar acolhimento a mulheres vítimas de violência

Com objetivo de humanizar e aprimorar o atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade, a Polícia Civil do Acre (PCAC) abriu, nesta quarta-feira, 10, um curso de capacitação voltado para os profissionais que atuam diretamente no núcleo Bem-Me-Quer. O treinamento, que se estende até o dia 11, é realizado no Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança Pública (Cieps), e reúne 30 policiais civis vindos de 18 municípios do estado.

Polícia Civil do Acre inicia capacitação para 30 policiais de 18 municípios, com foco no acolhimento a vítimas de violência. Foto: Emerson Lima/PCAC

A iniciativa integra o cronograma da Operação Mulher Segura 2026, uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). No Acre, a ação atende às diretrizes governamentais de tolerância zero à criminalidade de gênero.

“Essa capacitação vem ao encontro das políticas públicas do Estado, de proteção às mulheres”, destacou o delegado-geral da PCAC, Pedro Buzolin, reforçando o compromisso da gestão estadual no combate a esses crimes.

Ação faz parte da Operação Mulher Segura 2026, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Foto: Emerson Lima/PCAC

Mais do que uma atualização técnica, o curso propõe uma transformação na abordagem policial nas delegacias. O foco está em garantir que a vítima encontre um ambiente de acolhimento seguro e empático desde o primeiro momento em que decide denunciar o agressor.

Segundo a delegada Juliana De Angelis, coordenadora de Proteção aos Grupos Vulnerabilizados e do Programa Bem-Me-Quer, o impacto do treinamento visa ir além dos procedimentos internos.

“A Polícia Civil busca não apenas combater de forma individual cada caso, mas mudar a cultura machista, de violência contra a mulher, em todo país. Esse curso é uma mudança de paradigma para trazer melhor acolhimento às mulheres vítimas de violência que procuram uma delegacia para denunciar”, observou a coordenadora.

Com a interiorização desse conhecimento, a PCAC espera consolidar uma rede de proteção mais robusta e preparada para acolher as cidadãs acreanas, unindo o rigor da investigação policial ao respeito e cuidado necessários para romper os ciclos de violência doméstica.

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