O candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom, colocou a saúde entre as prioridades durante o debate promovido pelo ac24horas nesta sexta-feira (11) e defendeu a contratação de mais profissionais, valorização dos especialistas e ampliação da estrutura de atendimento nos municípios.
Questionado pelo candidato Alan Rick sobre os problemas enfrentados atualmente pela rede pública, Bocalom reconheceu a gravidade da situação e apontou a falta de especialistas nos hospitais regionais como um dos principais desafios.
“A saúde do Acre realmente está na UTI. A gente viu os hospitais regionais. Realmente falta muita coisa. Está faltando especialista nos hospitais regionais”, declarou.
Bocalom afirmou que pretende contratar especialistas para as diferentes regiões e, se necessário, oferecer remunerações maiores para evitar que profissionais formados no Acre deixem o estado.
“Se for preciso pagar mais para especialista não deixar o Acre, nós vamos pagar mais. Porque os especialistas estão se formando aqui e indo embora do Acre, porque lá fora ganha mais”, afirmou.
O candidato também se comprometeu a regularizar o fornecimento de medicamentos e enfrentar as filas de exames e cirurgias, citando como referência a experiência de sua administração em Rio Branco.
“Assim como eu já fiz em Rio Branco, não deixei mais faltar medicamento. Nós também não vamos deixar faltar mais medicamentos na saúde do Estado do Acre, porque falta muito medicamento. Nós vamos regularizar essa fila que dá dó”, disse.
Entre as propostas apresentadas está ainda a implantação de hospitais de pequeno porte nos municípios, com estrutura e profissionais definidos de acordo com a necessidade de cada região.
“Eu sei da necessidade disso. Eu viajei todos os municípios e conversei com todo mundo”, afirmou.
Bocalom encerrou sua participação no tema defendendo mais investimentos nos profissionais e relacionando diretamente a ampliação das equipes ao cuidado com a população.
“Precisamos acabar com essa história de que não temos condições de contratar novos médicos. Precisamos contratar sim novos médicos, o que for necessário para salvar vidas”, concluiu.


