Sem mudar de discurso, Coronel Ulysses larga na frente na lembrança do eleitor 

A pesquisa espontânea da Delta Agência de Pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº AC-05387/2026, trouxe um dado que merece atenção. No levantamento para deputado federal, Coronel Ulysses (União-AC) aparece na liderança com 3,48% das citações, seguido por Zezinho Barbary (1,59%), Minoru Kinpara (1,49%), Socorro Neri (0,89%) e Antônia Lúcia (0,70%).

Em pesquisas espontâneas, em que o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, a lembrança costuma ser pulverizada. Por isso, aparecer na primeira colocação tem um peso político maior do que os números absolutos podem sugerir.

O resultado também ajuda a explicar um fenômeno que vem sendo observado nos bastidores da política acreana. Coronel Ulysses deixou de ser visto apenas como um parlamentar ligado à segurança pública. Seu mandato ganhou amplitude e passou a dialogar com temas como liberdade econômica, direito à propriedade, defesa do agronegócio e pautas conservadoras. Hoje, é tratado como um dos principais nomes da direita acreana.

Outro aspecto que chama atenção é a coerência do discurso. Em tempos de reposicionamentos políticos frequentes, Ulysses manteve praticamente inalteradas as bandeiras que o elegeram. Continua defendendo pautas da direita, valores cristãos, a família, a valorização das forças de segurança e um Estado menos intervencionista. Independentemente de concordar ou não com essas posições, é difícil negar que existe consistência entre o discurso de campanha e a atuação parlamentar.

Mandatos competitivos dificilmente são construídos de forma individual. A boa visibilidade alcançada por Ulysses passa por um gabinete estruturado, cercado por profissionais e assessores que conseguiram transformar atuação parlamentar em comunicação política eficiente. O reconhecimento nacional recebido pelo parlamentar, com três edições consecutivas do Prêmio Excelência Parlamentar, também contribuiu para fortalecer sua imagem junto ao eleitor.

Naturalmente, uma pesquisa espontânea não define eleição. Ela mede apenas a lembrança imediata do eleitor e ainda há dezenas de pré-candidatos que sequer entraram definitivamente no radar da disputa. Mas, quando um nome consegue aparecer isolado na liderança nesse tipo de levantamento, o recado costuma ser claro: existe um patrimônio político consolidado e um mandato que conseguiu permanecer presente na memória do eleitor acreano. Para quem pretende disputar a reeleição à Câmara Federal em 2026, esse certamente é um bom ponto de partida.

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