O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro manifestou-se nesta segunda-feira (13) sobre a prisão de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos. Em vídeo publicado nas redes sociais, o terceiro filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse “esperar a mais rápida liberação” do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Também ex-deputado federal, Ramagem foi detido nesta segunda-feira pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, na sigla em inglês). O ex-parlamentar é foragido da Justiça Brasileira. Ele foi condenado a 16 anos de prisão por envolvimento no plano de golpe de Estado.
Na publicação, Eduardo disse que a prisão de Ramagem “não foi provocada pelo governo brasileiro” no processo de extradição. “Ele provavelmente, supostamente, cometeu uma infração de trânsito leve e acabou sendo levado para a delegacia, o que culminou na análise migratória do ICE”, declarou o ex-deputado.
Eduardo afirmou que o “status de Ramagem” nos Estados Unidos “é absolutamente legal”. O terceiro filho de Bolsonaro citou ainda o pedido de asilo solicitado pelo ex-diretor da Abin, que, segundo o ex-deputado, “tem tudo para ser deferido”. “A boa expectativa é de que ele seja solto e continue respondendo ao seu processo em liberdade”, disse.
Prisão preventiva
O ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou, em novembro de 2025, a prisão preventiva de Ramagem e dos outros integrantes do “núcleo 1” da trama golpista, condenados pela Primeira Turma da Corte. No mês seguinte, o magistrado determinou que a Secretaria Judiciária remetesse ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MPSP) documentos necessários para formalizar o pedido de extradição do ex-diretor da Abin.
Ainda em dezembro de 2025, a pasta informou ao STF que solicitou ao Ministério das Relações Exteriores o encaminhamento da solicitação de extradição de Ramagem às autoridades dos Estados Unidos. Há indícios de que o ex-diretor da Abin deixou o Brasil em setembro de 2025. A rota utilizada para saída teria sido terrestre e clandestina.
Investigadores identificaram que Ramagem foi até Boa Vista, em Roraima, de avião. Com carro alugado, o ex-diretor da Abin cruzou a fronteira para um país vizinho, possivelmente a Venezuela ou Guiana.
Com a prisão nos Estados Unidos, a Polícia Federal (PF) espera que Ramagem seja extraditado ou que possa buscá-lo no país. Por o ex-diretor da Abin ter solicitado asilo, ele não pode ser expulso imediatamente.


