Bittar defende regularização fundiária e mudanças nas leis ambientais para desenvolver o Acre 

O primeiro dia útil de campanha do senador Marcio Bittar (PL), candidato à reeleição, começou cedo nesta segunda-feira, 17, com uma visita ao Frigorífico Modelo, localizado na estrada de Porto Acre. Ao lado de Charlene Lima (PL), candidata a deputada estadual, Bittar apresentou parte de sua visão para o desenvolvimento do Acre e defendeu mudanças nas regras que, segundo ele, dificultam a produção na Amazônia.

Ao ser perguntado sobre sua plataforma de desenvolvimento para o Estado, o senador colocou a regularização fundiária entre os principais pontos de sua agenda. Bittar criticou posições da ex-ministra Marina Silva e afirmou que a regularização das propriedades rurais é necessária para garantir segurança jurídica e permitir que produtores possam trabalhar dentro da legalidade.

Segundo o senador, o debate sobre as regras ambientais precisa considerar os efeitos da legislação sobre quem vive e produz na Amazônia, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais.

A plataforma apresentada pelo senador está estruturada em uma agenda estratégica para uma Amazônia produtiva, segura e soberana. Entre as prioridades estão a reforma das leis ambientais, com foco em segurança jurídica e agilidade, além da revisão de normas que impactam diretamente as atividades produtivas.

Outro eixo apresentado por Bittar envolve a retomada de obras consideradas estratégicas para a integração da Amazônia. A proposta prevê destravar rodovias, hidrovias, portos e outras estruturas de logística, com o objetivo de reduzir gargalos e ampliar as condições para o escoamento da produção acreana.

Na área econômica, a agenda prevê fortalecimento do crédito, assistência técnica e apoio aos produtores e empreendedores da região. A intenção, segundo a plataforma, é ampliar a produção e a geração de renda, criando condições para que quem produz possa investir e expandir suas atividades.

Bittar também defende regras mais rígidas para organizações não governamentais que atuam na Amazônia. A proposta apresentada pelo senador prevê maior transparência, controle público e restrições à interferência estrangeira em questões relacionadas ao território e às políticas públicas da região.

Outro ponto da plataforma trata dos povos indígenas. A proposta defendida por Bittar prevê autonomia para que indígenas possam escolher, produzir, empreender e prosperar, colocando a possibilidade de geração de renda e desenvolvimento econômico entre os temas da agenda para a Amazônia.

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