Assassinato de médica teria sido encomendado por R$ 40 mil, revela Polícia Civil

A Polícia Civil do Acre confirmou, em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (6), em Epitaciolândia, que Lucival Lopes de Souza confessou ter executado o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira. Segundo o delegado Alex Dany, o crime teria sido encomendado por R$ 40 mil, sendo R$ 10 mil destinados diretamente ao atirador.

De acordo com a investigação, a principal linha policial aponta o advogado e procurador municipal Francisco Valadares Neto, ex-companheiro da vítima, como suposto mandante do crime. Ele permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Rio Branco, sob custódia policial.

Outro avanço apresentado durante a coletiva foi a identificação de pessoas que teriam atuado como intermediárias entre o suposto mandante e o executor. O delegado Alex Dany afirmou que os investigadores já conseguiram identificar mais de uma pessoa envolvida na intermediação do assassinato e trabalham para concluir essa etapa da apuração.

Durante as buscas realizadas na residência de Valadares, a Polícia Civil também apreendeu uma carta que poderá contribuir para esclarecer a dinâmica do crime. Outro detalhe revelado foi que a localização do advogado ocorreu após policiais penais estranharem a ausência de movimentação no sinal emitido por sua tornozeleira eletrônica, encontrando-o desacordado.

A investigação também apura o histórico de ameaças e perseguições sofridas pela médica antes do assassinato. Conforme a Polícia Civil, Elyne havia solicitado medida protetiva de urgência diretamente ao Poder Judiciário, por meio eletrônico. A hipótese de que o crime tenha sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento ainda é considerada e depende de esclarecimentos do suposto mandante.

Em depoimento, Lucival declarou que integrava uma organização criminosa, mas afirmou ter sido expulso do grupo na manhã de 3 de novembro. Segundo sua versão, a expulsão teria ocorrido porque a facção não aceita a prática de crimes de pistolagem por encomenda.

O delegado Alex Dany ressaltou que a custódia de Valadares será mantida. Caso a família consiga autorização para transferi-lo para um hospital de outro estado, a Polícia Civil adotará as medidas legais necessárias para garantir o cumprimento do mandado de prisão preventiva. As investigações continuam para esclarecer a participação dos intermediários e reunir provas sobre o planejamento e a execução do assassinato.

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