Bocalom critica modelo da reforma tributária e defende autonomia para atrair investimentos

Em debate na TV Gazeta, candidato ao Governo do Acre citou sua experiência como prefeito de Acrelândia e afirmou que incentivos ajudaram a atrair empresas e movimentar a economia local.

Durante o debate da TV Gazeta com os candidatos ao Governo do Acre, Tião Bocalom criticou o modelo da reforma tributária e afirmou que a mudança reduz a autonomia de estados e municípios para negociar incentivos e criar condições para a chegada de novos investimentos.

A reforma tributária instituiu o IBS, de competência compartilhada entre estados e municípios, e a CBS, de competência federal. A transição para o novo sistema começou em 2026 e prevê a substituição gradual de tributos como ICMS e ISS.

Ao defender sua posição, Bocalom citou Acrelândia como exemplo de desenvolvimento econômico e relembrou o período em que administrou o município por três mandatos. Segundo o candidato, a política de incentivos adotada durante suas gestões contribuiu para a instalação de empresas e para o fortalecimento da economia local.

“Minha querida Acrelândia está lá para quem quiser ver. Fui prefeito lá três vezes e está lá a economia de Acrelândia. Hoje a economia é mais pujante. Ela tem cinco bancos. Cinco! Por que tem cinco bancos em Acrelândia? Porque tem dinheiro na praça. Você vai lá para Rodrigues Alves, por exemplo, e não tem nenhum banco. Por quê? Porque falta dinheiro. Economia é isso. É você criar um ambiente local para que a gente possa ter os investidores chegando.”

Bocalom afirmou ainda que, durante suas administrações em Acrelândia, chegou a ter 11 madeireiras instaladas no município, além de empreendimentos ligados aos setores de café e arroz.

“Cheguei a ter 11 madeireiras em Acrelândia, por causa dos incentivos que eu dei. Tinha, na época, indústria de café, indústria de arroz. Agora, não vamos ter indústria se não tiver matéria-prima. Esqueça. Se nós não tivermos matéria-prima, não adianta. O que precisa ser feito nesse estado, de verdade, é fortalecer a nossa economia.”Na sequência, o candidato relacionou o fortalecimento da economia à capacidade de gerar renda e ampliar a independência financeira da população. Bocalom também apresentou uma proposta de mudança na gestão pública, mencionando o que chamou de “fechar a torneira da CORRUPÇÃO ” como uma das primeiras medidas de um eventual governo.

“Então, tenha certeza de uma coisa: nós vamos fortalecer a economia. O cidadão com o dinheiro no bolso tem independência. E é isso que precisa ser feito.”

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