Petecão aposta em genética para transformar a produção de leite no Acre

O senador Sérgio Petecão (PSD) participou, neste sábado (12), de um Dia de Campo no Ramal Monte Alegre, região do 58, em Plácido de Castro, para acompanhar ações de fortalecimento da cadeia leiteira no Acre. A atividade apresentou um projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Acre (Ufac) que reúne melhoramento genético, manejo e nutrição animal para elevar a produtividade e a renda dos pequenos produtores.

A iniciativa faz parte do Programa de Desenvolvimento da Pecuária Acreana (PDPA), projeto de extensão ligado aos cursos de Medicina Veterinária e Engenharia Agronômica da Ufac e apoiado com recursos destinados por Petecão. O objetivo é facilitar o acesso dos produtores a animais de alto padrão genético e a tecnologias que, devido ao custo, dificilmente chegariam às pequenas propriedades.

Um dos principais desafios enfrentados é a baixa produtividade do rebanho leiteiro. Segundo dados apresentados pelo projeto, a média atual é de aproximadamente 3,18 litros de leite por vaca/dia. Com animais geneticamente superiores, o potencial pode chegar a 20 ou 30 litros diários.

Coordenador do projeto, o professor Eduardo Mitke explica que a estratégia prevê a aquisição de dez doadoras de embriões de alto padrão genético, que permanecerão vinculadas à Ufac. A reprodução contará com suporte técnico da universidade e permitirá gerar animais destinados aos produtores.

“Queremos levar ao pequeno produtor uma genética que hoje tem um custo muito alto. Com animais mais produtivos, é possível produzir muito mais leite com um rebanho menor, melhorar o manejo e, principalmente, aumentar a renda e a qualidade de vida de quem vive da atividade”, explicou Mitke.

O potencial pode ser percebido na prática. Uma propriedade que hoje utiliza cerca de 40 vacas para produzir aproximadamente 120 litros de leite poderá alcançar volume semelhante ou superior com um número bem menor de animais. A expectativa é beneficiar cerca de 150 famílias nos próximos dois anos.

Investimentos

Petecão destacou que a iniciativa começou a ser estruturada há cerca de três anos, a partir da identificação da baixa produtividade da pecuária leiteira acreana. Desde então, mais de R$ 1 milhão foi destinado para ações de melhoramento genético e estruturação da cadeia.

O senador também defendeu a adoção de medidas que acelerem a chegada dos resultados às propriedades. Entre as alternativas discutidas está a aquisição de cerca de 100 vacas de alta produtividade para pequenos produtores, com investimento estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.

“Quando conheci os números, percebi que precisávamos fazer alguma coisa. Temos famílias trabalhando todos os dias com nove, dez vacas e produzindo muito pouco porque falta genética e estrutura. Já colocamos mais de R$ 1 milhão nesse projeto e quero buscar mais recursos. O que eu quero é ver o pequeno produtor produzindo mais, ganhando mais e tendo uma vida melhor no campo”, afirmou Petecão.

Parceria e Cooperativismo

O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB/AC), Waldemiro Rocha, acompanhou o Dia de Campo e ressaltou a importância da união entre universidade, poder público, entidades e produtores.

“Essa parceria da Ufac com o Petecão é muito importante porque aproxima conhecimento, tecnologia e investimento de quem realmente precisa: o pequeno e o médio produtor. Melhorar a genética e a produtividade significa fortalecer toda a cadeia leiteira e criar novas oportunidades de renda no campo”, destacou.

Além do melhoramento genético, o projeto trabalha a organização das pastagens, implantação de capineiras, produção de silagem, formulação de ração e nutrição animal. Essas medidas são fundamentais para que os produtores aproveitem todo o potencial dos novos animais.

A presidente da Associação de Produtores Rurais Monte Alegre, professora Jane Gomes, destacou que o aumento da produção também abre espaço para agregar valor ao leite dentro das próprias propriedades.

“Quando melhoramos a pastagem, a alimentação, o manejo e a genética, conseguimos produzir mais e com mais qualidade. E não estamos falando apenas de vender leite. Podemos transformar essa produção em queijo, iogurte, manteiga e outros produtos, aumentando a renda das famílias”, afirmou.

Com maior produtividade por animal, a proposta também permite reduzir custos, facilitar o manejo e tornar a atividade mais sustentável para as pequenas propriedades. Petecão reafirmou que pretende continuar buscando recursos para modernizar a bacia leiteira acreana, com investimentos em genética, assistência técnica e estrutura produtiva.

“Nosso pequeno produtor quer trabalhar e produzir. O que muitas vezes falta é oportunidade, tecnologia e investimento. É nisso que precisamos colocar o dinheiro público: em projetos que chegam na ponta, geram renda e ajudam as famílias a permanecer no campo com dignidade. Esse projeto pode ser um divisor de águas para a pecuária leiteira do Acre”, concluiu.O senador Sérgio Petecão (PSD) participou, neste sábado (12), de um Dia de Campo no Ramal Monte Alegre, região do 58, em Plácido de Castro, para acompanhar ações de fortalecimento da cadeia leiteira no Acre. A atividade apresentou um projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Acre (Ufac) que reúne melhoramento genético, manejo e nutrição animal para elevar a produtividade e a renda dos pequenos produtores.

A iniciativa faz parte do Programa de Desenvolvimento da Pecuária Acreana (PDPA), projeto de extensão ligado aos cursos de Medicina Veterinária e Engenharia Agronômica da Ufac e apoiado com recursos destinados por Petecão. O objetivo é facilitar o acesso dos produtores a animais de alto padrão genético e a tecnologias que, devido ao custo, dificilmente chegariam às pequenas propriedades.

Um dos principais desafios enfrentados é a baixa produtividade do rebanho leiteiro. Segundo dados apresentados pelo projeto, a média atual é de aproximadamente 3,18 litros de leite por vaca/dia. Com animais geneticamente superiores, o potencial pode chegar a 20 ou 30 litros diários.

Coordenador do projeto, o professor Eduardo Mitke explica que a estratégia prevê a aquisição de dez doadoras de embriões de alto padrão genético, que permanecerão vinculadas à Ufac. A reprodução contará com suporte técnico da universidade e permitirá gerar animais destinados aos produtores.

“Queremos levar ao pequeno produtor uma genética que hoje tem um custo muito alto. Com animais mais produtivos, é possível produzir muito mais leite com um rebanho menor, melhorar o manejo e, principalmente, aumentar a renda e a qualidade de vida de quem vive da atividade”, explicou Mitke.

O potencial pode ser percebido na prática. Uma propriedade que hoje utiliza cerca de 40 vacas para produzir aproximadamente 120 litros de leite poderá alcançar volume semelhante ou superior com um número bem menor de animais. A expectativa é beneficiar cerca de 150 famílias nos próximos dois anos.

Investimentos

Petecão destacou que a iniciativa começou a ser estruturada há cerca de três anos, a partir da identificação da baixa produtividade da pecuária leiteira acreana. Desde então, mais de R$ 1 milhão foi destinado para ações de melhoramento genético e estruturação da cadeia.

O senador também defendeu a adoção de medidas que acelerem a chegada dos resultados às propriedades. Entre as alternativas discutidas está a aquisição de cerca de 100 vacas de alta produtividade para pequenos produtores, com investimento estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.

“Quando conheci os números, percebi que precisávamos fazer alguma coisa. Temos famílias trabalhando todos os dias com nove, dez vacas e produzindo muito pouco porque falta genética e estrutura. Já colocamos mais de R$ 1 milhão nesse projeto e quero buscar mais recursos. O que eu quero é ver o pequeno produtor produzindo mais, ganhando mais e tendo uma vida melhor no campo”, afirmou Petecão.

Parceria e Cooperativismo

O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB/AC), Waldemiro Rocha, acompanhou o Dia de Campo e ressaltou a importância da união entre universidade, poder público, entidades e produtores.

“Essa parceria da Ufac com o Petecão é muito importante porque aproxima conhecimento, tecnologia e investimento de quem realmente precisa: o pequeno e o médio produtor. Melhorar a genética e a produtividade significa fortalecer toda a cadeia leiteira e criar novas oportunidades de renda no campo”, destacou.

Além do melhoramento genético, o projeto trabalha a organização das pastagens, implantação de capineiras, produção de silagem, formulação de ração e nutrição animal. Essas medidas são fundamentais para que os produtores aproveitem todo o potencial dos novos animais.

A presidente da Associação de Produtores Rurais Monte Alegre, professora Jane Gomes, destacou que o aumento da produção também abre espaço para agregar valor ao leite dentro das próprias propriedades.

“Quando melhoramos a pastagem, a alimentação, o manejo e a genética, conseguimos produzir mais e com mais qualidade. E não estamos falando apenas de vender leite. Podemos transformar essa produção em queijo, iogurte, manteiga e outros produtos, aumentando a renda das famílias”, afirmou.

Com maior produtividade por animal, a proposta também permite reduzir custos, facilitar o manejo e tornar a atividade mais sustentável para as pequenas propriedades. Petecão reafirmou que pretende continuar buscando recursos para modernizar a bacia leiteira acreana, com investimentos em genética, assistência técnica e estrutura produtiva.

“Nosso pequeno produtor quer trabalhar e produzir. O que muitas vezes falta é oportunidade, tecnologia e investimento. É nisso que precisamos colocar o dinheiro público: em projetos que chegam na ponta, geram renda e ajudam as famílias a permanecer no campo com dignidade. Esse projeto pode ser um divisor de águas para a pecuária leiteira do Acre”, concluiu.

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