Mato Grosso deu neste sábado (20) um passo histórico para o agronegócio nacional com a inauguração dos primeiros 163 quilômetros da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo (FMT), a primeira ferrovia estadual do Brasil. A obra, liderada pela Rumo Logística, recebeu R$ 5 bilhões em investimentos 100% privados e deve transformar a logística de transporte de grãos no maior estado produtor do país.
A nova estrutura conecta a região produtora ao Porto de Santos (SP), principal saída das exportações brasileiras, criando um corredor logístico que tende a reduzir significativamente os custos de frete para produtores rurais e aumentar a competitividade do agro brasileiro no mercado internacional.
Projeto deve mudar a logística do agro em Mato Grosso
A ferrovia estadual Senador Vicente Emílio Vuolo terá, quando concluída, 743 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios, além de contar com um ramal estratégico até Cuiabá. Nesta primeira fase, além dos trilhos, foram construídos 11 viadutos e pontes, incluindo a maior ponte ferroviária do projeto sobre o Rio Vermelho, com mais de 460 metros de extensão.
Para o setor produtivo, o impacto pode ser imediato: menor dependência do transporte rodoviário, redução no custo operacional e ganho de eficiência no escoamento da safra de soja, milho e outros produtos agrícolas.

Terminal da Rumo terá capacidade para 10 milhões de toneladas por ano
Outro destaque da primeira etapa é o novo terminal ferroviário instalado em Dom Aquino, construído em uma área de 200 hectares e com capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.
A estrutura conta com capacidade para descarregar até 35 caminhões por hora, sistema de carregamento ferroviário para 16 vagões por hora, armazenamento estático de 42 mil toneladas e estacionamento para até 250 caminhões. O terminal começa a operar ainda neste mês e deve gerar cerca de 200 empregos diretos.

Ferrovia estadual reforça protagonismo de Mato Grosso no agronegócio
Durante a inauguração, autoridades destacaram que a obra fortalece a posição de Mato Grosso como um dos principais polos logísticos do país. Além de impulsionar o agro, o projeto da ferrovia estadual deve atrair novas indústrias, ampliar investimentos privados e consolidar um novo modelo de infraestrutura para o escoamento da produção brasileira.
Mais do que uma obra ferroviária, o projeto representa um movimento estratégico que pode redefinir a competitividade do agro nacional nos próximos anos.


